quarta-feira, 16 de março de 2016

NA MINHA PELE

Ontem vesti-me de noite para me esconder da escuridão.
Hoje, apenas de pele para me perder na tua mão.

E quando a alvorada romper a noite
e a pele continuar pele
a tua mão será para ela cama,
com sabor a penas,
alfazema e dossel.

Fica.
Embala-me o sono,
toca-me o rosto em tom de abandono
mas fica.
Fica.
porque a pele chama
e o corpo reclama,
a tua pele na minha pele.


©Graça Costa