quinta-feira, 9 de julho de 2015

NOS BRAÇOS DA MADRUGADA

Embriagada de insónia
enamorei-me da madrugada.

Pedi-lhe uma manhã clara
com raios de sol vibrantes
salpicados de brisa e aroma de mar.

Pedi-lhe o calor do teu corpo
a ternura do teu abraço
o cheiro da tua pele
o precioso som da tua voz.

Enrosquei-me na tua presença ausente
deixei que as lágrimas levassem a saudade
e deixei-me levar …

O sono acabou por vencer a batalha dos sentidos.
 Adormeci nos braços da madrugada e neles te revisitei.

Desse dia feito noite,
guardo os sonhos que inventei
e os  ecos de ti que na pele gravei.

Tesouros de alma sem textura
com aroma de infinito. 


©Graça Costa


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