quarta-feira, 27 de maio de 2015

NAQUELA NOITE

Na penumbra apenas os contornos de ti
e o respirar lento e compassado de um sono,
profundo como o mar
e leve como brisa de verão.

A teu lado,
aquela a quem roubaram o sono
e que no torpor do cansaço
te bebe a calma com um sorriso.

Contemplo-te na penumbra
e no teu rosto vejo paz.

No vai e vem do teu peito,
o colo para o meu embalo
onírico,
terno,
pueril.

Percorro-te com o olhar,
o sorriso denuncia –te o prazer.

Despertas…

Como pétalas de estio
rumo ao amanhecer
cobres-me o corpo com beijos
e a noite…
ah...a noite estendeu-nos o manto do sentir.


©Graça Costa