sexta-feira, 25 de novembro de 2016

TALVEZ


Talvez chame saudade,
à lágrima teimosa espreitando no canto do olho.

Talvez chame tristeza,
àquele olhar perdido nos confins da memoria.

Talvez chame ternura,
à suavidade do toque da pele
ou à doçura de um beijo.

Talvez chame magia,
à ternura com que embalo as palavras
só para vos fazer sorrir.

Talvez o sonho ganhe asas
e vos faça partir,
numa viagem sem rota
rumo a um qualquer amanhecer.

Talvez estas palavras ganhem vida
só porque sim…
porque tem que ser.


© Graça Costa
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