terça-feira, 14 de junho de 2016

DEIXA

Deixa
que a noite invada o horizonte das memórias
e os dias sejam de eternos recomeços
ainda que errantes e incertos.

Deixa
que os teus passos
sigam os meus passos
e que a paixão seja a melodia
dos caminhos por inventar.

Deixa
que o meu corpo seja tela virgem
para o arrojo dos sentidos
e que consigas ler nos meus olhos
as cartas que te escrevo sem palavras.

Deixa-me correr ao teu encontro
com a certeza que de sabes,
exactamente como tocar-me o corpo
e a alma sentir-se beijada,

com a certeza de que basta um olhar
para te sentir dentro de mim,
meu pintor de corpos e telas,
de paixões incertas
e momentos eternos,
gravados em segundos.

©Graça Costa






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