sexta-feira, 27 de novembro de 2015

PELE


Nada como o toque aveludado da pele.

A forma como se arrepia ante a caricia,
como responde ao beijo lento e rastejante,
à língua quente e húmida,
ao gemido ,
ao arfar do desejo incandescente
à súplica do olhar.
Pele…
Tela de paixões inquietas
magia serena em noites calmas
ou feiticeira dos dias que nascem sem porquê.
Pele, poema
Pele, canção
Pele, sinfonia de Outono em pleno verão.
Pele em espera.
Pele em escuta.
Pele sedenta da agua das tuas mãos.
Pequena gota de orvalho,
alimento da flor da madrugada.

©Graça Costa

                                                               Thomas Saliot