terça-feira, 15 de dezembro de 2015

NO TEU OLHAR

Por entre a neblina bebo o teu perfil
sereno e brando como brisa de outono,
quente e suave como sol a caminho de adormecer.

Imagino a minha pele cantar sob o teu toque
e quase consigo sentir o sabor da tua boca.

Fogueira e fonte,
medronho e água mel,
arrepio e gargalhada.

Nas tuas mãos sou barro por moldar,
mosto aquecido,
vulcão adormecido,
desejo em convulsão.

Chamo-te só com o brilho do olhar.

O vento entende o meu sorriso
e leva-te o meu nome até aos confins do teus ser.

Aguardo…
e a espera é doce.


©Graça Costa

                                                                  Loui Jover