terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A VOZ DO CORPO

Tem dias em que sentimos as palavras à flor da pele,
mas elas recusam-se a falar.
Tem dias em que as melodias que me embalam dos dias,
apenas dançam...
recusam cantar.
Nesses dias
deixo o corpo ser voz.
o olhar, fantasia
a boca , mel em fatia
surpresa,
melancolia,
e a pele...
ah, a pele torno-a ser pauta de soneto,
escrito no silêncio que rodeia obras de arte,
construídas a quatro mãos.
©Graça Costa
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