Via contornos de paraíso
naquele corpo nu espelhado na aurora...
segunda-feira, 2 de abril de 2018
COMO DA PRIMEIRA VEZ
Olhou-o e sentiu
a aura cálida do amor
a penetrar-lhe a pele,...
como se o estivesse a ver pela primeira vez.
a aura cálida do amor
a penetrar-lhe a pele,...
como se o estivesse a ver pela primeira vez.
Terna a lembrança
daquilo que foi.
Sereno o desejo
daquilo que ainda podia vir a ser.
Olhou-o
e a pele falou
como se pintada pelos dedos da paixão,
sibilando aromas de terra e mar,
revelando segredos partilhados
na fusão dos corpos
ao amanhecer.
Olhou-o
e agradeceu o acaso do destino,
aquele segundo de eternidade
em que o coração se inquietou,
perante a imensidão
do amor que nascia.
©Graça Costa
daquilo que foi.
Sereno o desejo
daquilo que ainda podia vir a ser.
Olhou-o
e a pele falou
como se pintada pelos dedos da paixão,
sibilando aromas de terra e mar,
revelando segredos partilhados
na fusão dos corpos
ao amanhecer.
Olhou-o
e agradeceu o acaso do destino,
aquele segundo de eternidade
em que o coração se inquietou,
perante a imensidão
do amor que nascia.
©Graça Costa
domingo, 25 de março de 2018
CONVERSANDO COM O SILÊNCIO
Existe no silêncio
um luar de nuvens mansas
uma alma secreta
de murmúrios vestida.
de murmúrios vestida.
uma doçura tamanha,
que só de o prever já me embalo
no seu sentir.
Só quem conversa com o silêncio
tem alma para sentir o poema
que antes de o ser já dança na retina,
penetra a pele com a intensidade de um beijo
e desperta a fome
do amor vivido em firmamentos distantes.
do amor vivido em firmamentos distantes.
Oxalá a noite me doure os sentidos,
me crave na pele a vontade de me dar
e que o canto da minha voz,
não seja voz
não seja voz
mas pele…
sedenta de outra pele.
sexta-feira, 23 de março de 2018
JUST FEEL
Look at me
as if you were seeing me for the first time.
Touch my skin
and feel again the warm pleasurable shiver
you felt that day.
Close your eyes
and follow my voice.
No questions asked.
No judgements.
Just do as I say
and feel.
Feel the smoothness of the body,
the warmth of the words,
the desire growing slowly,
as a feather floating down the river.
Stay still my love.
Let me dress your naked body with my skin.
Let me draw the sunset on your chest
with my lips.
Let me...
Let me...
just feel.
By the time you become breathless.
spell my name to the wind
and let yourself
melt in me
like dew at summer dawn.
©Graça Costa
quarta-feira, 21 de março de 2018
E O DIA ESPEROU COMIGO
Era um dia daqueles
em que o amanhecer é dourado
orvalhado com diamantes de luz.
Era um dia daqueles
em que o coração acorda descompassado
com a pele em arrepio eterno,
como tatuagem,
sussurrando o teu nome ao dia que desponta.
Era um daqueles dias
em que o corpo pede corpo
e o olhar jorra paixão
por entre gemidos
e pérolas de mel.
Era um daqueles dias
de prece e de ilusão,
de esperança,
horas lentas
e expectativas tantas...
Decidi esperar,
contigo na retina e nas memórias.
E o dia esperou comigo
complacente e sereno,
cúmplice da paixão que viria a ser
mas que dentro de mim já o era.
em que o amanhecer é dourado
orvalhado com diamantes de luz.
Era um dia daqueles
em que o coração acorda descompassado
com a pele em arrepio eterno,
como tatuagem,
sussurrando o teu nome ao dia que desponta.
Era um daqueles dias
em que o corpo pede corpo
e o olhar jorra paixão
por entre gemidos
e pérolas de mel.
Era um daqueles dias
de prece e de ilusão,
de esperança,
horas lentas
e expectativas tantas...
Decidi esperar,
contigo na retina e nas memórias.
E o dia esperou comigo
complacente e sereno,
cúmplice da paixão que viria a ser
mas que dentro de mim já o era.
POESIA
21 de Março - Dia Mundial da Poesia - a minha singela e pessoal homenagem.
POESIA
Quem és tu a quem chamam poesia?...
De quem és filha?
De quem és mãe?
Que genes trazes contigo para seres assim,
tão única,
tão bela,
tão prenhe de sonhos
memórias
lagrimas,
amores e paixões ?
POESIA
Quem és tu a quem chamam poesia?...
De quem és filha?
De quem és mãe?
Que genes trazes contigo para seres assim,
tão única,
tão bela,
tão prenhe de sonhos
memórias
lagrimas,
amores e paixões ?
Quem és tu que me rasgaste os sentidos
e num rendilhado de mel e dor
me obrigas a deixar cair no papel
estas palavras
e a outras
e tantas outras que sinto
mas ainda não ouso falar ?
Não te conheço o rosto
mas sinto-te a alma nos dedos,
o perfume na pele em chamas
o feitiço do querer e não querer,
as amarras e o não conseguir esquecer.
Não te conheço,
amiga,
amante,
irmã,
só sei que te trago na pele
e que sem ti fico nua
como recém -nascido sem cama.
©Graça Costa
e num rendilhado de mel e dor
me obrigas a deixar cair no papel
estas palavras
e a outras
e tantas outras que sinto
mas ainda não ouso falar ?
Não te conheço o rosto
mas sinto-te a alma nos dedos,
o perfume na pele em chamas
o feitiço do querer e não querer,
as amarras e o não conseguir esquecer.
Não te conheço,
amiga,
amante,
irmã,
só sei que te trago na pele
e que sem ti fico nua
como recém -nascido sem cama.
©Graça Costa
segunda-feira, 19 de março de 2018
NÃO TENHO JEITO PARA SEU POUCO
Não tenho
jeito para ser pouco.
Tudo em mim
é excessivo.
Tudo
transborda em catadupa,
cascata de afecto.
Tudo em mim
é sentido
e cada poro
de pele, responde ao seu jeito.
Tudo em mim é
saboreado,
com a
ternura de quem toca, um filho pela primeira vez.
Escondido em
cada gesto,
o carinho,que só vê, quem como eu sente assim,
de forma excessiva,
qual sol rasgando a madrugada.
Não tenho
jeito para ser pouco
e gosto de
ser assim.Braço que envolve.
Pele que afaga.
Dor rasgada.
Alma cansada.
Alegria partilhada.
Ternura,
Carinho
Paz.
Plena de Amor.
Inteira.
TECENDO SONHOS
Passei a noite tecendo sonhos...
No teu abraço senti a protecção da ousadiae ousei.
No teu calor senti a força da ternura
e descansei.
No teu olhar preso no meu, senti a magia do amor
e fiquei.
Passei a noite tecendo sonhos
qual renda de bilro envolta em sábias mãos.Teci-os brancos e coloridos
esborratados, divertidos,
por vezes encantados
outras apenas sentidos.
Passei a noite tecendo sonhos
e a levei-os no peito ao acordar.Deles me alimento.
Com eles rego a vida e o olhar,
construindo o caminho,
passo a passo, sem vacilar.
©Graça Costa
sexta-feira, 16 de março de 2018
CANSAÇO
Antigas,
as lágrimas que rolam no rosto cansado.
Antigas,
mas com a força de uma juventude inóspita,
desafiante,
sem regra e sem rumo.
que só as almas cansadas entendem.
Tão minhas, que a força com que as liberto
é a mesma com que as tento reter.
e eu sou apenas rio,
com um imenso cansaço de lutar.
as lágrimas que rolam no rosto cansado.
Antigas,
mas com a força de uma juventude inóspita,
desafiante,
sem regra e sem rumo.
Caem porque
têm que cair.
Gritam a
liberdade dos prisioneiros de guerra
torturados
pelo silêncioque só as almas cansadas entendem.
Antigas.
Tão antigas
que as tornei minhas.Tão minhas, que a força com que as liberto
é a mesma com que as tento reter.
Sem sucesso,
porque pássaro
livre precisa de mar para voare eu sou apenas rio,
com um imenso cansaço de lutar.
quinta-feira, 15 de março de 2018
AQUELE BEIJO
Aquele beijo
tinha o sabor encantado das palavras não ditas,
tinha a doçura da fruta madura
e a ternura de um por de sol prateado à beira mar.
Aquele beijo
tinha o querer e o não querer,
o vazio e a plenitude,
a intensidade do nascimento
e o poder da paixão a fermentar.
Aquele beijo
tinha o aroma de chocolate quente
e a beleza de uma buganvília
lambendo uma parede alva
como neve em pleno verão.
Aquele beijo
foi principio e fim
de qualquer coisa por inventar
que espera na beira da noite
luz para caminhar.
tinha o sabor encantado das palavras não ditas,
tinha a doçura da fruta madura
e a ternura de um por de sol prateado à beira mar.
Aquele beijo
tinha o querer e o não querer,
o vazio e a plenitude,
a intensidade do nascimento
e o poder da paixão a fermentar.
Aquele beijo
tinha o aroma de chocolate quente
e a beleza de uma buganvília
lambendo uma parede alva
como neve em pleno verão.
Aquele beijo
foi principio e fim
de qualquer coisa por inventar
que espera na beira da noite
luz para caminhar.
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