A manhã trouxe-me o teu aroma
envolto em melodia.
Acordes lentos,
suaves como carícias,
quase suspiro enroscado em beijo.
A manhã trouxe-me as saudades
dos dias em que as horas eram as tuas mãos no meu corpo
e o sol era a tua voz sussurrando no meu ouvido.
Instantes...
Instantes que valem vidas.
Abri os olhos e pedi ao tempo
um pouco mais de tempo para te sentir.
Tempo para sentir
mesmo aquilo que não tive tempo de viver.
Magia das memórias,
que deixam sementes para continuarmos a construir o caminho,
em que mesmo não estando...estarás,
sempre...
ou pelo menos,
até que eu te queira por perto.
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
O EMBALO DAS PALAVRAS
Ah, as
palavras,
meu conforto,
meu espanto.
Com elas me visto,
me dispo,
canso e descanso.
Com elas brinco e com elas me alimento.
Do amor que brota de cada letra,
de cada acento,
de pausa, abrupta ou suave
leve como carícia,
profunda como cicatriz.
recomeça o canto.
De canto em canto,
recupero o espanto
a que me entrego sem rede,
como lamento vogando na corrente da esperança.
neste lamento de enganos e desenganos,
construo o poema,
que sereno me invade,
e te invade também,
a ti que o acolhes
no despontar do dia
ou na vereda escarlate,
na noite sombria
ou num sonho... sem tarde.
©Graça Costa
Sylvie
Guillot - desenho
meu conforto,
meu espanto.
Com elas me visto,
me dispo,
canso e descanso.
Com elas brinco e com elas me alimento.
Do amor que brota de cada letra,
de cada acento,
de pausa, abrupta ou suave
leve como carícia,
profunda como cicatriz.
Do embalo
das palavras nasce o poema.
De espanto
em espantorecomeça o canto.
De canto em canto,
recupero o espanto
a que me entrego sem rede,
como lamento vogando na corrente da esperança.
Junto-as
todas.
E nesta
dança desencontrada de letras e sonsneste lamento de enganos e desenganos,
construo o poema,
que sereno me invade,
e te invade também,
a ti que o acolhes
no despontar do dia
ou na vereda escarlate,
na noite sombria
ou num sonho... sem tarde.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
ETERNIDADE
Sinto a
eternidade gravada
em cada poro
de pele
que se abre
ao êxtase do teu toque;
em cada
olhar partilhado,
em cada
arrepio, ainda que fugaz,
em cada
memória do que tivemos um dia e deixou chama,
em cada até
breve
imerso em
nostalgia e cansaço.
Sinto a
eternidade gravada
em cada
palavra sussurrada,
que se
desfaz num arquejo ou num soluçar ligeiro,
doce e suave
como uma dádiva,
melancólico como
o entardecer sem amanhã.
Nesta
eternidade ao segundo, ficamos.
Como canção
lançada ao vento, ficamos,
entrelaçados
na rima,
envoltos em
melodia e cansaço,
para lá do
medo
para lá de
tudo
para lá do
fim.
Apenas nós,
perdidos no
fragmento do tempo que passa.
©Graça Costa
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
SE EU PUDESSE
Ah se eu pudesse gritaria um amanhecer claro,
um sol vibrante,
uma brisa suave,...
sorrisos amplos,
braços abertos ao despontar do dia.
um sol vibrante,
uma brisa suave,...
sorrisos amplos,
braços abertos ao despontar do dia.
Se eu pudesse,
estreitaria abraços,
criaria cumplicidades,
daquelas que os sábios saboreiam e partilham,
os cínicos apregoam
e os tolos ignoram.
Se eu pudesse gritar um tal amanhecer,
multiplicaria a centelha da esperança
caminharia rumo ao entardecer,
e uma vez lá,
repousaria feliz na ternura de um abraço,
daqueles que tornam o humano divino
e o efémero intemporal.
©Graça Costa
estreitaria abraços,
criaria cumplicidades,
daquelas que os sábios saboreiam e partilham,
os cínicos apregoam
e os tolos ignoram.
Se eu pudesse gritar um tal amanhecer,
multiplicaria a centelha da esperança
caminharia rumo ao entardecer,
e uma vez lá,
repousaria feliz na ternura de um abraço,
daqueles que tornam o humano divino
e o efémero intemporal.
©Graça Costa
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
IN DISGUISE
Tell me
that I'm a
feather caressing your skinthat I'm a cool breeze on your lips
that I'm a soft whisper on your ear.
Tell me
because I
need to knowthat without me
life is small
unworthy
and days are fragments of pain and sorrow.
Hold on my
love
Keep
searchingand you will find me
in every corner of scent
on every breath you take.
Hold on my
love.
Close your
eyesand fell...
I'm around
dressed as feather
whisper
or breeze
only to feed your senses.
©Graça Costa
INTERMITÊNCIAS
Intermitente,
o sorriso após o êxtase
iluminava a escuridão como vagalume em noite de verão.
palavras imprevistas,
inventadas,
inconsequentes,
quase letais.
S entiu o corpo derreter como espuma,
e o olhar preso no seu
numa súplica surda
em direcção ao recomeço.
mesclados com aquele prazer doce
do amor partilhado.
como tatuagem
gravada no rosto dos amantes sem nome,
perdidos na noite que amanhece.
o sorriso após o êxtase
iluminava a escuridão como vagalume em noite de verão.
Inquietos os dedos dos amantes
desenhavam nos corpospalavras imprevistas,
inventadas,
inconsequentes,
quase letais.
numa súplica surda
em direcção ao recomeço.
Na intermitência do sorriso,
fragmentos de dor em suspensãomesclados com aquele prazer doce
do amor partilhado.
Sem palavas porque desnecessárias,
apenas o sorriso permanece,como tatuagem
gravada no rosto dos amantes sem nome,
perdidos na noite que amanhece.
©Graça Costa
imagem da web
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
A ESPERA
Deixaste-me na boca um sabor a espanto,
na pele a súplica do desejo inacabado,
e a fome de mais que o dia levou.
clamando pela noite
ou apenas pelo som dos teus passos na escuridão.
mas dentro de mim,
sempre o sol
com os seus lábios de silêncio
e o paraíso no olhar,
envolvendo-me no fogo da espera
do tanto que te quero.
no ontem que não chegou a ser.
e naquele quê de dia em que a solidão termina.
em que os teus braços são cama
e o meu corpo
poema
pintado pelo teu olhar
colado no meu.
©Graça Costa
na pele a súplica do desejo inacabado,
e a fome de mais que o dia levou.
Deixaste-me no olhar um sopro de maré viva,
uma tempestade de afectos incontidosclamando pela noite
ou apenas pelo som dos teus passos na escuridão.
O dia passou,
lento e soturno,mas dentro de mim,
sempre o sol
com os seus lábios de silêncio
e o paraíso no olhar,
envolvendo-me no fogo da espera
do tanto que te quero.
Depois o dia caiu no horizonte
deixando no ar promessas guardadasno ontem que não chegou a ser.
Esperei-te.
Esperei o teu abraçoe naquele quê de dia em que a solidão termina.
Deixei-me envolver no rendilhado
dos dias sonhados antes do amanhecerem que os teus braços são cama
e o meu corpo
poema
pintado pelo teu olhar
colado no meu.
desenho - David Walker
NA TUA PELE
Tão bom,
Acordar e
ter o teu rosto
A sorrir
para os meus olhos
Estender os
braços
E ter a tua
pele
A abraçar a
minha pele.
Fechar os
olhos
e ter os
teus lábios
sussurrando
paraísos distantes
aqui tão
perto.
Tão bom,
entrar no
corredor do dia que começa
e encontrar
o abraço dos teus olhos
a guiar-me o
caminho,
a luz do teu
sorriso
a incendiar
a aurora.
Sinto o amor
no livro da
tua pele
e nela a
tentação de ficar
assim
saboreando
casa silaba,
cada pronome
cada
interjeição
escondida
nesse corpo que se me entende
em oferenda
surda.
Porque cada
dia na tua pele
é sempre uma
primeira vez
Fico…
saciada
por ora,
antecipando
nova pagina
da tua pele
em mim.
©Graça
Costa
quinta-feira, 9 de novembro de 2017
DEPOIS
Trazia o outono nos cabelos
e um prado de erva fresca no olhar...
e um prado de erva fresca no olhar...
Caminhava como se trouxesse o luar nos pés,
iluminando o caminho
e semeando sorrisos.
O corpo nu,
convidava ao deleite de noites de verão
embaladas por brisa suave
e choro de guitarras.
Entreguei-me ao entardecer,
como se pudesse parar o tempo
e sussurrei o teu nome ao vento.
Foi então que chegaste
e me cobriste o corpo de beijos
com a fome dos dias longos
e das noites por inventar.
Dei-me de novo
como da primeira vez,
sem medos nem dúvidas,
toda alma,
todo corpo,
toda luz.
Depois da explosão dos nossos corpos em chama,
enrolei-me no teu corpo de mel
e deixei o sono levar-me
até ao mundo dos sonhos e das memórias.
Sereno o sono depois do amor...
©Graça Costa
imagem da web
iluminando o caminho
e semeando sorrisos.
O corpo nu,
convidava ao deleite de noites de verão
embaladas por brisa suave
e choro de guitarras.
Entreguei-me ao entardecer,
como se pudesse parar o tempo
e sussurrei o teu nome ao vento.
Foi então que chegaste
e me cobriste o corpo de beijos
com a fome dos dias longos
e das noites por inventar.
Dei-me de novo
como da primeira vez,
sem medos nem dúvidas,
toda alma,
todo corpo,
toda luz.
Depois da explosão dos nossos corpos em chama,
enrolei-me no teu corpo de mel
e deixei o sono levar-me
até ao mundo dos sonhos e das memórias.
Sereno o sono depois do amor...
©Graça Costa
imagem da web
quarta-feira, 8 de novembro de 2017
SONHAR
Quantas vezes digo a mim mesma:
Voa…
Voa mais alto,
ousa,
perde-te na imensidão do azul.
Conquista a lua
apenas com o desejo de querer abraça-la.
Faz pulseiras de pérolas com lágrimas,
colares com suspiros,
nuvens com solidão,
bailados com pétalas de estrelas
paraísos para o coração.
S onhar é isto…
mais alto,
mais longe,
mais forte,
sozinha ou pela tua mão.
num puro sangue lusitano;
é levar a imaginação para a vastidão do mar,
e usá-lo como tela
para reescrever a história.
Mas o que é que isso importa,
se o importante mesmo
é a ousadia do Sonho
Voa…
Voa mais alto,
ousa,
perde-te na imensidão do azul.
Conquista a lua
apenas com o desejo de querer abraça-la.
Faz pulseiras de pérolas com lágrimas,
colares com suspiros,
nuvens com solidão,
bailados com pétalas de estrelas
paraísos para o coração.
mais longe,
mais forte,
sozinha ou pela tua mão.
É ter a ternura na ponta dos dedos.
É colocar o Sentir a galope, num puro sangue lusitano;
é levar a imaginação para a vastidão do mar,
e usá-lo como tela
para reescrever a história.
No fim,
talvez a história não seja de encantar…Mas o que é que isso importa,
se o importante mesmo
é a ousadia do Sonho
©Graça Costa
Subscrever:
Mensagens (Atom)









