ABRAÇA-ME
Abraça-me como se tudo estivesse no principio
e os teus dedos tocassem a minha pele pela primeira vez.
Apura os sentidos e decora-me o cheiro e o sabor.
Lavra-me o corpo de terra orvalhada
e planta-me a chuva no rosto
e as sementes da paixão na pele.
Depois espera...
contempla como o teu olhar se insinua,
perante o banquete de aromas, texturas e sabores
que o meu corpo te oferece.
Sacia-te neste campo de frutos silvestres
neste mar de coral
nesta fonte de água fresca.
Ou então...
abraça-me apenas.
©Graça Costa
segunda-feira, 3 de julho de 2017
sexta-feira, 30 de junho de 2017
SONHOS ROUBADOS
O dia acordou sinuoso e
inquieto.
Pairava no ar um quê de
mistério
e o horizonte trazia nos
dedos
promessas de ternura em
gomos de romã e ramos de violetas.
No ar, uma serenidade
etérea
como se aquele dia
trouxesse no rosto alvo
magia de sonhos roubados.
Os olhos abriram-se pelo
espanto
da profusão de aromas e
sons que vinham de longe,
mas que ao mesmo tempo pareciam
sair de dentro de si.
Depressa percebeu que o tempo
e o corpo se haviam
fundido naquele dia,
em que a primavera nascia,
calma e serena por entre
a maresia.
Fechou os olhos e sorriu
ao sentir o raio de sol que lhe inundava o rosto.
Mordeu os lábios com
sabor de romã,
vestiu-se de violetas e
esperou.
Ao longe, o gemido dos
teus passos
lentos,
ousados,
como o amor reinventado
em cada beijo trocado.
©Graça Costa
imagem da Web
quinta-feira, 29 de junho de 2017
VIAGENS
Há livros que nos perseguem como se tivessem corpo,
que nos acariciam como se tivessem mãos,
que nos falam como se tivessem boca,
que nos roubam a alma como amantes furtivos.
que nos acariciam como se tivessem mãos,
que nos falam como se tivessem boca,
que nos roubam a alma como amantes furtivos.
Há livros assim,
que nos arrebatam na primeira frase.
que nos arrebatam na primeira frase.
Neles mergulhamos,
com a sensual nudez do desejo
e cada página tem o aroma de sexo do amor acabado de fazer.
Cada linha tem a intensidade de um beijo
e cada palavra o calor da fusão da pele.
com a sensual nudez do desejo
e cada página tem o aroma de sexo do amor acabado de fazer.
Cada linha tem a intensidade de um beijo
e cada palavra o calor da fusão da pele.
Existem livros assim.
Livros que nos envolvem o sentir
e nos deixam na pele marcas de vidas
que nunca foram nossas.
Livros que nos envolvem o sentir
e nos deixam na pele marcas de vidas
que nunca foram nossas.
Magia das viagens feitas na palma das mãos.
©Graça Costa
Imagem da web
sexta-feira, 23 de junho de 2017
POESIA
Quem és tu a quem chamam poesia?
De quem és filha?
De quem és mãe?
De quem és mãe?
Que trazes contigo para seres assim
tão única,
tão bela,
tão prenhe de sonhos
memórias
lagrimas,
amores e paixões ?
tão única,
tão bela,
tão prenhe de sonhos
memórias
lagrimas,
amores e paixões ?
Quem és tu que me rasgaste os sentidos
e num rendilhado de mel e espinhos
me obrigas a deixar cair no papel
estas palavras
e outras
e tantas outras que sinto,
mas ainda não ouso falar ?
e num rendilhado de mel e espinhos
me obrigas a deixar cair no papel
estas palavras
e outras
e tantas outras que sinto,
mas ainda não ouso falar ?
Não te conheço o rosto
mas sinto-te a alma nos dedos,
o perfume na pele em chamas
o feitiço do querer e não querer,
as amarras e o não conseguir esquecer.
mas sinto-te a alma nos dedos,
o perfume na pele em chamas
o feitiço do querer e não querer,
as amarras e o não conseguir esquecer.
Não te conheço,
amiga,
amante ,
irmã,
mas sei que te trago na pele,
e que sem ti fico nua,
como recém - nascido sem cama.
amiga,
amante ,
irmã,
mas sei que te trago na pele,
e que sem ti fico nua,
como recém - nascido sem cama.
©Graça Costa
quinta-feira, 22 de junho de 2017
CREPÚSCULO
Carregava o crepúsculo no olhar,
quase fardo,
quase dor,
quase esperança.
Como numa melodia de saudade,
sussurrava palavras de silêncio
envoltas em lágrimas,
e seu corpo ondulava
como numa quase perfeita
imagem de oração.
Ela carregava o crepúsculo no olhar
mas, quando sentiu o apelo da noite,
deixou o corpo flutuar
como uma pena ao sabor da corrente.
Deslizou para o colo daquele anjo,
com os braços de ternura e pele de cetim
e ali ficou, saboreando o dia que adormecia
Cansaço.
Era tanto cansaço,
que as estrelas brilharam mais forte,
apenas para lhe iluminar o sono.
quarta-feira, 21 de junho de 2017
URGÊNCIA
Digam-me como conter a urgência ?
O que fazer quando sentes a pele rebentar de emoções,
e as palavras a borboletearem-te na cabeça,
incessantes,
intensas,
frenéticas ?
e as palavras a borboletearem-te na cabeça,
incessantes,
intensas,
frenéticas ?
Digam-me como conter a urgência de ternura ?
Como pedir, sem pedir
lábios carnudos e sedentos de beijos
carícias, lamentos,
paixão,
a emoção do dar e receber
que antes de ser já se sente?
lábios carnudos e sedentos de beijos
carícias, lamentos,
paixão,
a emoção do dar e receber
que antes de ser já se sente?
Digam-se, como viver sem sentir?
Porque não sei e não quero,
ser espectro errante sem alma
imagem de gente, mas não Pessoa.
Porque não sei e não quero,
ser espectro errante sem alma
imagem de gente, mas não Pessoa.
Digam-me como conter a urgência de amar,
para que eu a acorrente no peito
e o mar não a leve com a mudança da maré.
para que eu a acorrente no peito
e o mar não a leve com a mudança da maré.
LET
Let your skin be my road to heaven.
Let your lips be my dream to wonderland.
Let your body be the alphabet of love in disguise
of laughter,
of whispers,
of shivers,
of surrender.
My body is your shelter.
My touch the seed of love.
My eyes cross rough frontiers
just to caress your soul.
Take me,
to that place where streets have no name;
to that magic place that changes when we make love.
The sun shines stronger,
the rain is sweeter
and time stops
just to let us dream.
Take me
for I'm longing to your touch.
terça-feira, 20 de junho de 2017
TALVEZ
Talvez chame saudade,
à lágrima teimosa espreitando no canto do olho.
Talvez chame tristeza,
àquele olhar perdido nos horizontes da memoria.
Talvez chame ternura,
ao toque da pele ou à doçura de um beijo.
Talvez chame magia,
à delicadeza subtil com que embalo as palavras
só para vos fazer sorrir.
Talvez o sonho ganhe asas
e vos faça partir,
numa viagem sem rota
rumo a um qualquer amanhecer.
Talvez estas palavras ganhem vida
só porque sim…
porque tem que ser.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
REENCONTRO
Tinha-te perdido nos escombros da alma
e no meio da dor esqueci o teu semblante.
e no meio da dor esqueci o teu semblante.
De ti apenas restou
o brilho dos teus olhos quando me vias,
a forma como sorriam quando me amavas no silêncio da tarde
e o aroma tão nosso quando virávamos um.
o brilho dos teus olhos quando me vias,
a forma como sorriam quando me amavas no silêncio da tarde
e o aroma tão nosso quando virávamos um.
Tinha-te perdido nos escombros da alma,
mas a alma tem muitas marés
e numa delas veio a tua mão estendida.
mas a alma tem muitas marés
e numa delas veio a tua mão estendida.
Reconheci-te pelo toque da pele…
Não precisei de palavras,
nem de explicações…
Só da tua pele na minha pele.
Não precisei de palavras,
nem de explicações…
Só da tua pele na minha pele.
Não precisei de mais nada…
fechei o olhos e limitei-me a sentir
a intensa grandeza da paixão
renascida dos escombros da alma.
fechei o olhos e limitei-me a sentir
a intensa grandeza da paixão
renascida dos escombros da alma.
©Graça Costa
imagem da web
terça-feira, 6 de junho de 2017
DESEJO
Na sombra do fim da tarde
apeteces-me...
Desfaço-me do cansaço do dia,
apeteces-me...
Desfaço-me do cansaço do dia,
fio a fio,
floco a floco,
qual melodia de embalo
derramado pela encosta da vida que passa.
Desfruto do entardecer
e espero...
Ao longe o som dos teus passos
vibrantes
como desejo
ecoando na sombra do fim da tarde,
latejando
dentro de mim.
©Graça Costa.
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