He stood in the darkness
silent and quiet
enjoying each touch
each whisper
each look.
At his side
two stunning green bright eyes
were calling him
begging him to keep on.
And so he did
enlightening the bedroom
with his smile
while gave himself to those green eyes.
Thar room was their world
and in their world,
rules,
time,
even most words
were meaningless.
Poetry was written
by their bodies
and their skin
were canvas for the sweetest paintings.
Darkness was their only witness
gladly
because daylight would certainly blush
with their surrender.
©Graça Costa
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
CONTINUAR
Aquela fusão de céu e mar
trazia-lhe uma espécie de
paz
qual mantilha de felpo
dos tempos de infância
macia,
aromática,
pontilhada de afectos.
Naquele horizonte
passeavam pedaços de
si...
primeiros passos,
primeiros risos,
sons,
cheiros,
matizes de outros verões,
ou talvez de outras
vidas.
Havia naquela fusão de
mar e terra
um quê de verdade,
um quê de ternura,
um quê de emoção,
que me humedecia o olhar,
serenamente.
Naquela paleta de tons de
azul
descansava o olhar
sempre que se sentia só.
Por isso voltava,
repetidamente voltava,
e naquela fusão de céu e
mar
bebia de um trago,
a coragem para continuar.
©Graça Costa
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
TALVEZ
Talvez chame saudade,
à lágrima teimosa
espreitando no canto do olho.
Talvez chame tristeza,
àquele olhar perdido nos
horizontes da memoria.
Talvez chame ternura,
à suavidade do toque da
pele ou à doçura de um beijo.
Talvez chame magia,
à delicadeza subtil com
que embalo as palavras
só para vos fazer sorrir.
Talvez o sonho ganhe asas
e vos faça partir,
numa viagem sem rota
rumo a um qualquer
amanhecer.
Talvez estas palavras
ganhem vida
só porque sim…
porque tem que ser.
© Graça Costa
imagem da web
A ESPERA
ESPERA
Presa à saudade esperei a noite
e o teu peito feito cama
para o meu descanso.
Vesti-me de festa, com
fios de ausência
e no esplendor da nudez
entreguei o corpo à brisa
que te traria até mim.
A brisa veio,
carregada de silêncios e
presságios febris,
ao mesmo tempo que o sol
morria
pintando o céu de
vermelho sangue,
receios e sussurros
magoados.
Quis sorrir, mas o
sorriso morreu-me na garganta.
Só os olhos falaram,
dizendo tudo o que eu não
queira ouvir.
Fechei-os os olhos
e quase em prece,
sussurrei à noite
que te trouxesse até mim.
Em tom de lamento ,
escrevi na pele
um daqueles diálogos só
nossos
em que a magia dos corpos
se transforma em melodia.
Depois esperei…
e só eu sei se vieste.
© Graça Costa
terça-feira, 9 de agosto de 2016
GOSTO TANTO
Gosto tanto!
De gente que brilha sem dizer palavras.
De olhares doces e sorrisos ternos.
De abraços fortes e corações leves.
De gente que brilha sem dizer palavras.
De olhares doces e sorrisos ternos.
De abraços fortes e corações leves.
Gosto tanto!
De amizade honesta.
De nobreza de caracter.
De sinceridade.
De amizade honesta.
De nobreza de caracter.
De sinceridade.
Gosto tanto!
Do conforto do abraço.
Da ternura do enlaço.
Do beijo e do cansaço.
Do conforto do abraço.
Da ternura do enlaço.
Do beijo e do cansaço.
Gosto tanto!
Do sol nos cabelos.
Da chuva no rosto.
Da brisa na pele.
Do teu sorriso.
Do sol nos cabelos.
Da chuva no rosto.
Da brisa na pele.
Do teu sorriso.
Gosto…Gosto tanto!
Da liberdade de sentir.
Do grito,
do recolhimento.
Da magia e do encantamento.
Da liberdade de sentir.
Do grito,
do recolhimento.
Da magia e do encantamento.
Gosto e por gostar tanto
persisto em ser assim…
simples,
mas tão cheia de mim.
persisto em ser assim…
simples,
mas tão cheia de mim.
©Graça Costa
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
NA PONTA DOS DEDOS
Acordei com as mãos entrelaçadas nas tuas
e parei de respirar só para te sentir.
e parei de respirar só para te sentir.
Nesse encontro de pele e alma
senti a magia de um amanhecer sem pressas
e deixei-me levar pelo embalo da brisa
que lá fora batia o compasso do dia.
senti a magia de um amanhecer sem pressas
e deixei-me levar pelo embalo da brisa
que lá fora batia o compasso do dia.
Das tuas mãos nasceu a descoberta do encontro,
a vibração emergente da paixão
visível no delicado tactear da pele,
na subtileza do toque,
no gemido terno,
na fome do beijo,
no previsível êxtase.
a vibração emergente da paixão
visível no delicado tactear da pele,
na subtileza do toque,
no gemido terno,
na fome do beijo,
no previsível êxtase.
Tudo bebi,
com a calma do amanhecer
e no embalo da manhã descobri,
que por vezes,
o amor começa…
na ponta dos dedos.
com a calma do amanhecer
e no embalo da manhã descobri,
que por vezes,
o amor começa…
na ponta dos dedos.
©Graça Costa
imagem da web
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terça-feira, 2 de agosto de 2016
CONVERSANDO COM O SILÊNCIO
Existe no silêncio
um luar de nuvens mansas
uma alma secreta de murmúrios vestida
uma doçura tamanha,
que só de o prever já me embalo
do seu sentir.
Só quem conversa com o silêncio
tem alma para sentir o poema
que antes de o ser já dança na retina
já penetra a pele com a intensidade de um beijo
e desperta a fome do amor vivido em firmamentos distantes.
Oxalá a noite me doure os sentidos,
me crave na pele a vontade de me dar
e que o canto da minha voz, não seja voz
mas pele…
sedenta de outra pele.
NAMELESS LOVE
When you
touch me
I stop
breathing.
When you
look me
I boil and
freeze.
When you
kiss me
I long for
more,
and as I
whisper
your mouth
spreads
along my
neck
along my
breast
along my
all.
My heart
pumps madly
and my body
turn wild.
Pleasure
screams
but my
mouth is dry.
Wet me
as if you
were rain
and me the
seed.
Make me
weep.
Make me
lose under your skin
make me
yours
as if
tomorrow has no name.
Again...
just one
more time
before
sunset
for the
night is my mate
and I long
for my turn
to release
the passion.
under the
shooting stars
of that
nameless love of ours.
©Graça Costa
FLUTUANDO
Tem dias que me sinto frágil
como uma borboleta de asas de vidro.
Meia zonza,
rodopio no efémero esplendor
de um pas de deux solitário.
Com a brisa como aliada,
trauteio as notas de um qualquer Noturno,
e protejo o estilhaçar das asas com o aconchego de um
amanhecer,
que imagino suave como pele
de criança recém nascida.
Nesses dias,
quando o sal dos olhos teima em sulcar a pele,
invento um casulo,
macio,
aveludado,
aroma de alfazema,
matizado de brisa e aurora boreal.
E com estas roupagens,
que só eu vejo,
que só eu sinto…
ensaio um sorriso e construo a magia de ser feliz,
mesmo que esteja só…no meio da multidão.
© Graça Costa
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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
NÃO ESPERES
Não esperes pela madrugada para me amares.
Não esperes pelo amanhecer para me contemplares.
Não esperes pelo entardecer para me sorrires.
Não esperes, porque podem não chegar.
Não esperes porque não és dono do tempo
e o destino pode ter planos diferentes dos teus.
Não esperes...
Ama-me o mais que puderes
sempre que puderes,
onde puderes.
Sorri-me. como se não houvesse amanhã
e o sol morasse na minha pele.
Beija-me a pele com a ternura do amanhecer.
Toca-me com a magia das tempestades em alto mar,
fascinantes, furiosas, inconstantes, majestosas.
Mas nunca te esqueças.
Não esperes...
que o amanhã é incerto
e agora tens-me por perto
toda afecto
toda luz
toda tua.
Não esperes...
©Graça Costa
Não esperes pelo amanhecer para me contemplares.
Não esperes pelo entardecer para me sorrires.
Não esperes, porque podem não chegar.
Não esperes porque não és dono do tempo
e o destino pode ter planos diferentes dos teus.
Não esperes...
Ama-me o mais que puderes
sempre que puderes,
onde puderes.
Sorri-me. como se não houvesse amanhã
e o sol morasse na minha pele.
Beija-me a pele com a ternura do amanhecer.
Toca-me com a magia das tempestades em alto mar,
fascinantes, furiosas, inconstantes, majestosas.
Mas nunca te esqueças.
Não esperes...
que o amanhã é incerto
e agora tens-me por perto
toda afecto
toda luz
toda tua.
Não esperes...
©Graça Costa
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