quinta-feira, 10 de março de 2016

HOLD ME TIGHT

Hold me tight
as if tomorrow is a senseless word.

Paint my skin with kisses and caresses.

Make me surrender to your touch
and beg to start all over again.

Happiness is an empty word
if you're not around.

So hold me,
stand still
feel my heartbeat,
allow the night to keep us company,
the stars dress my body
and the wind paly that song
that makes my eyes
turn candles in the night.

Hold me tight my love,
and lets enjoy the bless
of daily new beginnings.


©Graça Costa


VIAGEM AO FUNDO DE MIM

Às vezes gostava de ser chuva,
ou sol,
ou vento, ou mar,
sem lágrimas, sem risos, sem dores,
apenas chuva miudinha,
brisa, maresia,
sol morno de primavera,
mar sereno na sua imensa vastidão de azul.

Mas não....
vim ao mundo em forma de corpo,
com olhos, pele e inquieto coração.
Por sua causa sinto,
choro, rio, espero, imploro.

Contudo, pensando bem,
no fundo, no fundo, nem quero ser diferente,
porque é no Sentir que me transformo ,
é com o olhar que que me alimento,
é com o coração que que me encontro e reinvento.

Comigo, contigo,
com o belo e o horrível,
com a chama e a maresia,
com a violência e a calmaria,
com a mentira e a ironia,
mas, sempre com o imprevisto da  descoberta em cada dia,
em que posso ser chuva,
em que posso ser sol,
em que posso ser mar,
mas sobretudo em que posso Amar,
e vibrar com cada amanhecer.


© Graça Costa


quarta-feira, 9 de março de 2016

NOITE

No silencio da noite ouço,
qual sereia,
o cantar hipnótico do sonhos que construo acordada.

É de noite que os meus sonhos ganham vida,
acordam a voz
sibilante
terna,
serena,
por vezes lacrimosa,
mas sempre com o apetite de longas conversas sussurradas ao luar.

Noite,
confidente de sorrisos, dores e cansaço.

Amante silenciosa e atenta.

Amiga que na escuridão
me ilumina o peito
com a magia da ilusão.


© Graça Costa



                                                                      Trudy Good

CORPO POEMA

No teu corpo desenho poemas cantados .
A cada toque, a pele responde com um grito surdo,
meio gemido,
meio lamento
meio sussurro
meio tormento.

A cada beijo, reinvento-te,
reinvento-me,
saboreio-te como saboreio o poema,
letra a letra,
palavra a palavra,
rima a rima
ou rima nenhuma
mas lenta e suavemente como tango dançado ao luar.

Depois, volto e ler-te
e afago lentamente as palavras que te acendem a paixão.
e que te prendem a mim.

A ti me colo, meu poema
meio escrito,
por vezes gemido,
outras sussurrado,
e assim adormeço,
sem saber se durmo
ou apenas descanso
nesse teu colo feito cama,
só para me receber.

©Graça Costa

                                                             Aurelie Salvaing

SER


Posso ser zangada ou triste,
luz ou escuridão,
raiva, serena ou multidão.

Posso ser gota de orvalho
ou torrente de luz,
abraço terno
ou vento cortante
beijo terno
ou afago lento.

Posso ser sol e maresia,
neve e fantasia,
fome, melancolia,
fragmento de mar
fúria, vento ou calmaria.

Assim sou,
e o mais que querias ver,
mas sempre inteira,
por inteiro
sempre Mulher.

©Graça Costa





terça-feira, 8 de março de 2016

O BEIJO


Gosto do beijo que não dei...

do beijo imaginado,
desenhado nos contornos da mente.

Sinto-lhe o cheiro e o sabor,
a textura, o calor.

Insinuante o beijo que não dei.

Mágico,
como tudo o que é sonho
ainda por nascer


© Graça Costa
tela - Magritte

SÓ TU, MULHER / ONLY YOU, WOMAN

Só tu , mulher, consegues sorrir com aquele sorriso que nada promete e tudo permite imaginar.
Só tu, mulher, consegues chorar , sorrindo, lançando ao vento pérolas de luz, ainda que iluminadas por dor e perda.
Só tu, mulher, consegues trazer no peito as fraquezas do mundo e no olhar , a ternura de criança capaz de as curar.
Só tu, mulher, sabes dar como quem recebe e plena de afectos partilhados, teces no luar dos dias a alegria de renascer em cada abraço.
Só tu, mulher , podes..., se sentires como quem ama, lançar a sementes do amanhã por inventar, esse lugar mágico onde o afecto será cama e o teu corpo mar eterno, terra por lavrar.
Tu podes, mulher...

©Graça Costa

Only you, woman, can smile with that smile that promises nothing and allows a world of imagination.
Only you, woman, can cry, smiling, throwing to the wind tears like light pearls, although lit up by pain and loss.
Only you, woman, can bring in the chest the weaknesses of the world and on the look, the tenderness of a child, able to cure them.
Only you, woman, can give as if receiving and playing with the moonlight fill the joy of rebirth in every hug.
Only you woman can ... if you feel like, throw the seeds of new tomorrows yet only dreamed, that magical place where affections turn bed and your body , eternal sea and land for tilling.
You can, woman ...
You must!!
©Graça Costa


segunda-feira, 7 de março de 2016

VEM

Anda…
Vamos inventar um caminho novo,
desenhado a pastel ou aguarela
melodia ou primavera,
doce e mágico como beijos roubados,
nas colinas do sonhos e da imaginação.

Anda…
dá-me a tua mão.
Deixa-me guiar-te neste mundo inventado
em que o corpo ganha voz
e a voz ganha corpo e luz,
magia e sedução.

No teu olhar sinto a urgência das marés,
o marulhar dos afectos,
a fome por saciar.

Nas palavras por dizer,
pressinto trilogias escritas em noites frias de inverno
ao som do crepitar das chamas,
ou ao som do vento ou de um bolero.

Pressinto a madrugada,
e assim fico …quieta e nua,
presa no limbo de poemas sussurrados ao ouvido do amanhecer.


©Graça Costa


domingo, 6 de março de 2016

PROCURO


Procuro no tempo,
o tempo em que o teu olhar
era a ampulheta dos sonhos
que sonhámos juntos.

Procuro no tempo,
o tempo em que do toque da pele
nascia a magia do entardecer
e no beijo trocado,
ternura aos pedaços
guardada na memória de dias errantes.

Procuro no tempo ,
o tempo em que na escuridão da noite
segui os teus passos
e na melodia do bater do coração te encontrei.

Procuro-te no tempo que foi
e no que há-de vir
porque sem ti na minha pele
não existe amanhecer.


©Graça Costa




LUAR

Veste-te de luar e abraça-me. 

Envolve-me no sereno calor dos teus braços de nuvem. 
Sussura-me a docura do mel, 
suavemente, 
devagar
até te derreteres em mim.
 
Embala-me e leva-me para lá do sonho, 
para lá de mim

e quando finalmente adormeçer... 
deixa o amanhã acontecer.



© Graça Costa