Partiste,
deixando-me um desejo tardio no corpo.
O, até logo, sussurrado
deixou no ar um aroma de promessas
e no olhar uma paixão por cumprir.
No beijo,
ficaram as palavras por dizer
na pele as carícias por sentir
e na alma o amor revisitado
que a noite sempre me traz.
Foi então que a magia aconteceu,
e o dia fez-se noite
somente para eu te ter.
Senti-te chegar
e sorri.
Soltei o corpo
e deslizei para o horizonte selvagem,
onde os sonhos ganham voz
pelas mãos dos amantes sem tempo.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
BOLINA
Tem dias em que me sinto
como pena que caiu em folha à bolina.
Doce expectativa…
Qual o caminho ?
Por onde me leva a brisa?
Que aventuras me esperam ?
Que perigos?
Que desafios ?
Tem dias assim…
em que acordo em suspenso
perante o dia que desponta.
Sinto o sol na pele
e tremo.
A brisa no rosto
e sorrio.
O apelo dos afectos
e suspiro.
A tortura da tua ausência
e sonho.
Como a pena em folha à bolina
entoo ao vento a prece que me leve até ti.
Então, talvez…
apenas talvez,
consiga saciar a sede que a noite matou
e com a aurora...
renasceu.
©Graça Costa
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
NO TEU OLHAR
Por entre a neblina bebo o teu perfil
sereno e brando como brisa de outono,
quente e suave como sol a caminho de adormecer.
Imagino a minha pele cantar sob o teu toque
e quase consigo sentir o sabor da tua boca.
Fogueira e fonte,
medronho e água mel,
arrepio e gargalhada.
Nas tuas mãos sou barro por moldar,
mosto aquecido,
vulcão adormecido,
desejo em convulsão.
Chamo-te só com o brilho do olhar.
O vento entende o meu sorriso
e leva-te o meu nome até aos confins do teus ser.
Aguardo…
e a espera é doce.
PRECISO DE TEMPO
Preciso de tempo para te construir dentro de mim.
Preciso de tempo para colorir a esperança.
De ti,
recebi as tintas
com as cores da paixão e as tonalidades do amor sem tempo,
recebi os pincéis,
dedos em forma de amor
trazendo luz e calor
à escuridão dos dias incertos.
Agora...
agora preciso de tempo.
Tenho este corpo tela
suplicante de vida,
gemendo a dor e maresia da tua ausência.
Tenho também as memórias das carícias prenhes de cor e fantasia.
Apenas preciso de tempo
para te construir dentro de mim,
e depois deixar fluir o amor
de um encontro improvável que se tornou certeza,
ternura,
porto seguro,
paixão
eternamente inacabada
pelas nossas mãos.
Preciso de tempo para colorir a esperança.
De ti,
recebi as tintas
com as cores da paixão e as tonalidades do amor sem tempo,
recebi os pincéis,
dedos em forma de amor
trazendo luz e calor
à escuridão dos dias incertos.
Agora...
agora preciso de tempo.
Tenho este corpo tela
suplicante de vida,
gemendo a dor e maresia da tua ausência.
Tenho também as memórias das carícias prenhes de cor e fantasia.
Apenas preciso de tempo
para te construir dentro de mim,
e depois deixar fluir o amor
de um encontro improvável que se tornou certeza,
ternura,
porto seguro,
paixão
eternamente inacabada
pelas nossas mãos.
©Graça
Costa
Anna Razumovskaya
domingo, 13 de dezembro de 2015
AQUI ME TENS
Aqui me tens
de cara lavada e alma nua.
Aqui me tens ,
resplandecente de esperanças e memórias,
gritos surdos na garganta
e melodias no olhar.
Aqui me tens,
com o desejo à flor da pele
e uma girândola de afectos
pendurada no peito.
Ama-me como fores capaz.
Liberta-me das noites sem luar.
Polvilha-me o corpo de estrelas cadentes
e quando ela morrerem no horizonte,
que a tua boca seja o guia da noite,
e o meu corpo
a tua bússola, barco e leme
numa viagem só de ida.
Aqui me tens
neste mar revolto dos dias agrestes
em que sou tranquilidade de tardes de outono,
paredes meias
com a noite que teima em não me ver.
Aqui me tens...
Ama-me se puderes,
ou então deixa-me ficar
na curva do fim da tarde
onde a morte por vezes passa
e costuma ser branda
para os corações sem dono.
de cara lavada e alma nua.
Aqui me tens ,
resplandecente de esperanças e memórias,
gritos surdos na garganta
e melodias no olhar.
Aqui me tens,
com o desejo à flor da pele
e uma girândola de afectos
pendurada no peito.
Ama-me como fores capaz.
Liberta-me das noites sem luar.
Polvilha-me o corpo de estrelas cadentes
e quando ela morrerem no horizonte,
que a tua boca seja o guia da noite,
e o meu corpo
a tua bússola, barco e leme
numa viagem só de ida.
Aqui me tens
neste mar revolto dos dias agrestes
em que sou tranquilidade de tardes de outono,
paredes meias
com a noite que teima em não me ver.
Aqui me tens...
Ama-me se puderes,
ou então deixa-me ficar
na curva do fim da tarde
onde a morte por vezes passa
e costuma ser branda
para os corações sem dono.
LOVERS WITH NO TIME
You left,
leaving a
late desire in my body.
The
whispered goodbye
left in the
air a scent of promises
and in the
look an unfulfilled passion .
In the kiss
remained the words unsaid,
on the
skin, the caresses unfelt
and on the
soul the revisited love
the night
always brings me.
Then magic happened,
and the day
became night
only for me
to have you.
I feel your
arrival and just smile.
Released
the body and slid into the wild horizon,
where
dreams get voice
by the hands
of lovers with no time to spare.
© Graça Costa
sábado, 12 de dezembro de 2015
SOUL MATES
when I shiver in your arms.
You know what I mean
when you look at me
and my eyes are brighter than the stars.
You know what I mean
when I whisper your name
at dawn or at nightfall.
You know what I mean
when I softly bite my lips
and in the next second they touch yours in a warm kiss
on the back of your neck.
I know you know what I mean.
So...I hardly need words
to let you know,
that I love you,
that I want you,
that I need you
like the air that I breathe.
You know what I mean...
I mean
that I'm your soulmate
and soul mates just know
because they just feel.
©Graça Costa
HÁ UMA VOZ CÁ DENTRO
Há uma voz cá dentro
que me dita o poema,
que me conduz a saudade da mão e do olhar
do toque,
da entrega,
da fome
e da paixão.
Há uma voz cá dentro
que me conduz o sonho
e um sonho
que me conduz a ti.
A ti...
meu amor e meu chão,
meu refúgio e minha paixão.
Há uma voz cá dentro
que me encanta e me desencanta
me acolhe e me repele
numa catadupa de afectos
rolando num turbilhão.
Há uma voz cá dentro
que me dita o poema
e o poema...
não és tu nem sou eu...
somos nós,
eternamente Nós.
que me dita o poema,
que me conduz a saudade da mão e do olhar
do toque,
da entrega,
da fome
e da paixão.
Há uma voz cá dentro
que me conduz o sonho
e um sonho
que me conduz a ti.
A ti...
meu amor e meu chão,
meu refúgio e minha paixão.
Há uma voz cá dentro
que me encanta e me desencanta
me acolhe e me repele
numa catadupa de afectos
rolando num turbilhão.
Há uma voz cá dentro
que me dita o poema
e o poema...
não és tu nem sou eu...
somos nós,
eternamente Nós.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
AURORA BOREAL
Tem dias em que me sinto aurora boreal,
lambendo o teu corpo
por entre o êxtase, o espanto e a magia.
Nesses dias componho melodias improváveis
que gravo na pele e nos sentidos como tatuagens.
Fecho os olhos e sinto as nuances coloridas do amanhecer
acariciando o corpo nu
que em jeito de oferenda te estendo,
como paleta à espera do fluir da magia do pintor.
Mais tarde contemplo a obra
e por vezes…
esboço um sorriso.
©Graça Costa
AQUELE BEIJO
Aquele beijo não foi apenas um beijo.
Foi uma prece,
oração,
rosário de promessas,
doce tentação com aroma de eternidade.
Aquele beijo tinha consigo o feitiço da lua,
a brisa do mar,
o arrepio da maresia,
o mistério do entardecer em corpos desnudados,
a doçura do mel coado em leite quente.
Aquele beijo não foi apenas um beijo.
Foi o despertar dos sentidos na fusão do olhar.
Foi a súplica da carícia à flor da pele.
Foi a dor da ausência e a antecipação do prazer.
Aquele beijo, foi magia em dó maior,
explosão de ternura no espaço sideral,
hoje guardado no cofre das memórias,
alimento de alma nos dias de solidão.
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