O dia vai morrendo no horizonte
e esta voz que me atravessa o peito, descansa.
No sussurro do entardecer que anoitece,
o meu mundo és tu
e a antecipação do que juntos inventamos.
Naquele espaço tempo
de magia e loucura,
transbordam marés de afectos.
Nesses momentos,
que seja eu a seiva dos teus gemidos roucos,
a saudade do que ainda vives
e a promessa de ternuras por inventar.
Anoitece
e esta voz que me atravessa
deixa de ser voz e passa a ser apenas corpo,
apenas pele
apenas...nós!
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
LISTEN CAREFULLY
Listen
carefully...
not only
the words I say,
but also
the silent ones,
the ones I
speak with my eyes
my hands,
my skin.
Listen
carefully...
what my
body asks from thee,
if your
touch
or the
fusion of souls,
if a caress
a kiss
or simply a
hug.
Listen
carefully...
but if the
doubts assault you,
don't you
worry my love.
Just look
deep in my eyes
and you'll
know what to do.
©Graça Costa
Sam Spratt
VONTADE
Existe no silêncio
um luar de nuvens mansas,
uma alma secreta de murmúrios vestida,
uma doçura tamanha,
que só de o prever já me embalo
do seu sentir.
Só quem conversa com o silêncio
tem alma para sentir o poema
que antes de o ser já dança na retina,
já penetra a pele
com a intensidade de um beijo,
despertando a fome
do amor vivido em firmamentos distantes.
Oxalá a noite me doure os sentidos,
me crave na pele a vontade de me dar
e que o canto da minha voz
não seja voz, mas apenas pele…
não seja voz, mas apenas pele…
sedenta de outra pele.
CURVA NO FIM DA TARDE
Esperei por ti na curva da tarde
como por ti esperou a fome do sentir.
Imaginei-te a romper a neblina
lentamente, em slow motion,
saboreando cada passo que te trazia até mim.
Fechei os olhos e centrei-me nos sons,
no restolho que quebrava debaixo dos teus pés.
Mais perto,
cada vez mais perto.
Não via , mas sentia o teu olhar preso no meu corpo
libertando-o de tudo o que te separava da minha pele.
E a pele sorria…
o olhar vidrava
o corpo gemia no silencio da estrada.
Por fim senti-te chegar
resposta à suplica muda que te pedia o olhar.
Arrepio de alma na curva da tarde...
Deitei-me no teu colo
e deixei-me voar...
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
SE ESTES DEDOS TIVESSEM VOZ
Se estes dedos tivessem voz
seria de vento e de mar,
seria de brisa e de trautear o teu corpo,
com gemidos de mel
e ternura de flores sem tempo nem estação.
Se estes dedos tivessem voz
suplicariam por violinos, harpas,
e lençóis de cetim orvalhados pelo teu perfume.
Suplicariam por pinceis e aguarelas para te pintar o perfil
e nele gravar o sentir do amanhecer nos teus braços.
Se estes dedos tivessem voz
gritariam pela tua presença dentro de mim,
pelo teu olhar preso no meu,
navegante eterno de paraísos inventados
e rotas por descobrir.
Se estes dedos tivessem voz
o amanhã estaria escrito.
O entardecer teria a melodia de uma sinfonia tocada a quatro
mãos
e a noite traria consigo a magia dos rios
plena de afectos e desafios,
aberta para nos receber.
Caminhemos então…
e ouçamos,
que os dedos falam a língua dos amantes .
©Graça Costa
BEIJO REINVENTADO
Aquele beijo
tinha o sabor encantado das palavras não ditas,
tinha a doçura da fruta madura
e a ternura de um por de sol prateado à beira mar.
Aquele beijo
tinha o querer e o não querer,
o vazio e a plenitude,
a intensidade do nascimento
e o poder da paixão a fermentar.
Aquele beijo
tinha o aroma de chocolate quente
e a beleza de uma buganvília
lambendo uma parede alva
como neve em pleno verão.
Aquele beijo
foi principio e fim
de qualquer coisa por inventar
que espera na beira da noite
luz para caminhar.
tinha o sabor encantado das palavras não ditas,
tinha a doçura da fruta madura
e a ternura de um por de sol prateado à beira mar.
Aquele beijo
tinha o querer e o não querer,
o vazio e a plenitude,
a intensidade do nascimento
e o poder da paixão a fermentar.
Aquele beijo
tinha o aroma de chocolate quente
e a beleza de uma buganvília
lambendo uma parede alva
como neve em pleno verão.
Aquele beijo
foi principio e fim
de qualquer coisa por inventar
que espera na beira da noite
luz para caminhar.
©Graça Costa
PROCURO
Procuro no tempo,
o tempo em que o teu olhar
era a ampulheta dos sonhos
que sonhámos juntos.
Procuro no tempo,
o tempo em que do toque da pele
nascia a magia do entardecer,
e no beijo trocado,
ternura aos pedaços
guardada na memória de dias errantes.
Procuro no tempo ,
o tempo em que na escuridão da noite
segui os teus passos
e na melodia do bater do coração te encontrei.
Procuro-te no tempo que foi
e no que há-de vir,
porque sem ti na minha pele
não existe amanhecer.
o tempo em que o teu olhar
era a ampulheta dos sonhos
que sonhámos juntos.
Procuro no tempo,
o tempo em que do toque da pele
nascia a magia do entardecer,
e no beijo trocado,
ternura aos pedaços
guardada na memória de dias errantes.
Procuro no tempo ,
o tempo em que na escuridão da noite
segui os teus passos
e na melodia do bater do coração te encontrei.
Procuro-te no tempo que foi
e no que há-de vir,
porque sem ti na minha pele
não existe amanhecer.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
ESPERANDO
Por entre a neblina bebo o teu perfil
sereno e brando como brisa de outono,
quente e suave como sol a caminho de adormecer.
Imagino a minha pele cantar sob o teu toque
e quase consigo sentir o sabor da tua boca.
Fogueira e fonte,
medronho e água mel,
arrepio e gargalhada.
Nas tuas mãos sou barro por moldar,
mosto aquecido,
vulcão adormecido,
desejo em convulsão.
Chamo-te só com o brilho do olhar.
O vento entende o meu sorriso
e leva-te o meu nome até aos confins do teus ser.
Aguardo…
e a espera é doce.
Max Gasparini
LAMENTO DA NOITE
Seguiu o lamento da noite
e nele reviu toda uma vida
de entrega e paixão.
Do amor,
sentiu o sabor,
a textura,
o aroma dos corpos entrelaçados.
Da ternura,
guardou a cumplicidade dos olhares,
os subtis toques da pele.
Da paixão,
os gemidos e os recomeços,
o cansaço e o desejo.
Da dor,
a ausência e a saudade
que querendo esquecer, lembrou
queimando-lhe a pele
como ferro em brasa.
Seguiu o lamento da noite
e ousou gritar-lhe a raiva da perda.
De alma lavada
enfrentou a madrugada
e quando o sol lhe iluminou o rosto
os seus olhos cruzaram-se
como da primeira vez.
Recomeço improvável?
Desafio...
Vida em construção.
©Graça Costa
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
DEPOIS...
Trazia o outono nos cabelos
e um prado de erva fresca no olhar.
Caminhava como se trouxesse o luar nos pés,
iluminando o caminho
e semeando sorrisos.
O corpo nu,
convidava ao deleite de noites de verão
embaladas por brisa suave
e choro de guitarras.
Entreguei-me ao entardecer,
como se pudesse parar o tempo
e sussurrei o teu nome ao vento.
Foi então que chegaste
e me cobriste o corpo de beijos
com a fome dos dias longos
e das noites por inventar.
Dei-me de novo
como da primeira vez,
sem medos nem dúvidas,
toda alma,
todo corpo,
toda luz.
Depois da explosão dos nossos corpos em chama,
enrolei-me no teu corpo de mel
e deixei o sono levar-me
até ao mundo dos sonhos e das memórias.
Sereno o sono depois do amor...
©Graça Costa
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