segunda-feira, 17 de agosto de 2015

A LITTLE PIECE OF HEAVEN


I taste a little piece of heaven
each time your lips travel around my skin.

I taste a little piece of heaven
each time you touch me
and my body becomes a violin,
a piano,
a full orchestra,
or only a whisper
lost in the room.

I taste a little piece of heaven
each time I close my eyes
and let my soul fly
throughout the warmth of your embrace.

Our love is heaven in slices,
an open book with empty sheets
for us to draw,
all new world to discover.

All we have to do is believe
that soulmates ate meant to be
and that miracles need to be fed
to keep on sparkling.


©Graça Costa




GOSTAVA DE TE DIZER


Gostava de poder dizer-te
que o amor que sinto é do tamanho do universo,
mas não posso...

O universo pode ser demasiado pequeno e tenho receio de errar.

Gostava de poder dizer-te que o desejo que sinto
tem a magia de uma manhã clara,
mas nunca fui manhã e não sei definir essa magia.

Gostava de poder dizer-te que a felicidade é eterna,
mas sei que não é.

Apenas sei que as palavras que escrevo
são letras pintadas de emoção
e embrulhadas no cetim dos afectos
com que teço a malha dos dias
vividos ou apenas sonhados.

Por isso não te digo o amor que sinto.

Deixo que o descubras
e que o digas por mim.


©Graça Costa


OUSADIA

Ousara eu ser sol para te afagar o rosto
Ser lagrima para te escorregar na pele
Ser mar para te envolver na maré.

Ousara eu ser terra
para te plantar um sorriso nos lábios,
quente como fim de tarde,
aconchego da noite,
celebração de amantes
no esteio da vida.

Ousara eu ser maresia,
ternura,
fantasia,
ladra dos teus abraços
no turbilhão profuso dos afectos.

Ousara eu apenas Ser...
e morreria plena de mim
no teu olhar…


©Graça Costa






domingo, 16 de agosto de 2015

PEDIDO

Embriagada de insónia
enamorei-me da madrugada.

Pedi-lhe uma manhã clara
com raios de sol vibrantes
salpicados de brisa e aroma de mar.

Pedi-lhe o calor do teu corpo
a ternura do teu abraço
o cheiro da tua pele
o precioso som da tua voz.

Enrosquei-me na tua presença ausente
deixei que as lágrimas levassem a saudade
e deixei-me levar …

O sono acabou por vencer a batalha dos sentidos.
 Adormeci nos braços da madrugada e neles te revisitei.

Desse dia feito noite,
guardo os sonhos que inventei
e os ecos de ti, que na pele gravei.

Tesouros de alma sem textura
com aroma de infinito. 




©Graça Costa

                                                                  yossi kotler;

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

AQUELE BEIJO


Imaginou-o adocicado,
lento
morno
perdido.

Desenhou-o perfeito
macio
envolvente
como pluma na brisa.

Sentiu-o carente
faminto,
desconcertado,
medroso.

Acariciou-o 
contra o peito
molhou os lábios 
e num impulso quase infantil,
matou-lhe a sede de mel.

Mudou-lhe a vida 
aquele beijo
que hoje tem lar,
lhe ilumina o olhar
e se repete
a cada instante
em que o recorda.

Imaginou-o.
Desenhou-o.
Acariciou-o,
Bebeu-o com a calma e a ternura dos amantes em pressa.

Ah...aquele beijo
tem a nossa história escrita na memória dos dias.
Eterno,
mágico,
tão simples,
tão nosso!!!

©Graça Costa


                                                                  Leonid Afremov

PELE

Pele…
Nada como o toque aveludado da pele,
a forma como se arrepia ante a caricia,
como responde ao beijo lento e rastejante,
à língua quente e húmida,
ao gemido ,
ao arfar do desejo incandescente
à súplica do olhar.

Pele…
Tela de paixões inquietas,
magia serena em noites calmas
ou feiticeira  dos dias que nascem sem porquê.

Pele, poema
Pele, canção
Pele, sinfonia de Outono em pleno Verão.

Pele em espera.
Pele em escuta.
Pele sedenta da agua das tuas mãos.
Pequena gota de orvalho,
alimento da flor da madrugada.


©Graça Costa

                                                               Victor Bauer 1969 

FIM DE TARDE

Fim de tarde.
Sensação estranha de perda
como se do dia
restasse apenas o lento arrastar das horas.

Nem uma chama,
nem um sorriso,
nem uma nuvem em forma de pássaro a convidar ao sonho.

Fim de tarde inóspito,
avarento
preguiçoso
sem cor,
sem vida,
sem chama.

Procuro nos recantos da memória
a causa de dias assim.

Será tristeza?
Saudade?
Nostalgia da tua ausência?

Apressa-te fim de tarde...
abraça o sol que te foge e corre para lá do horizonte.

Deixa que do leste ou oeste distante
a noite venha com seus passos de dança lenta e insinuante.

Deixa-me fechar os olhos e adivinhar-te o chegar.
Deixa-me antecipar o calor da tua boca e o toque da tua pele.

Deixa-me agora ser triste
mas plantar o brilho no olhar.

A noite é já ali...
e tu estás a chegar.




©Graça Costa


                                                               Victor Bauer 1969

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

LISTEN CAREFULLY

Listen carefully...
not only the words I say,
but also the silent ones,
the ones I speak with my eyes
my hands,
my skin.

Listen carefully...
what my body asks from thee,
if your touch
or the fusion of souls,
if a caress
a kiss
or simply a hug.

Listen carefully...
but if the doubts assault you,
don't you worry my love.

Just look deep in my eyes
and you'll know what to do.


©Graça Costa


SENTE-ME

Percorre-me as ruas do corpo como se fosse a tua cidade.
Descobre os pormenores do lamento.
Embarca neste pouco de céu 
que o meu corpo te oferece.

Sente-me…
Envolve-te no calor da pele,
nos gemidos que  noite cala
mas a maresia consente,
e ousa sorrir ao desconhecido que te chama.

Ouve-me por entre o silêncio e o grito.
Aprende comigo o sentir sem palavras
e juntos, inventemos uma outra linguagem,
serena e fluída como o brilho do olhar
após o amor partilhado,
na mudança da maré.



©Graça Costa










AMANHECER

No amanhecer que desponta
sou pássaro livre
sou fonte,
sorriso aberto
espuma do vento.

Sou tudo isso
e o que mais queiras.

Por ti acordo
contigo me deito
desejo na pele
ternura no olhar.

No amanhecer que desponta
navego serena como brisa do mar
e na fluidez dos sentidos
deixo-me enamorar pela maresia na pele
tal qual os teus dedos
no deleite dos fins de tarde
rumo ao anoitecer
que por ora
apenas é sonho.

A pele ferve num grito surdo.
Antecipação do prazer
numa manhã de primavera


©Graça Costa


                                                                    Erika Ito