domingo, 15 de fevereiro de 2015

MAGIC


I long the moment
your shoulder whispers my name.

I long 
those tasty lips on my skin
and those eyes melting in mine.

I long the share
the silence
the care
those timeless nights
when body's recites endless poems.

Magic moments
when the world stops
just to see us.

©Graça Costa


PALAVRAS SOLTAS

Nestes olhos com mar e céu dentro,
navego
voo
sonho
divago
caminho

e com alguma sorte
talvez nalgum momento.
inesperado,
vindo do nada
consiga conversar contigo
dispensando as palavras.

Aí ter-me-ei perdido
e reencontrado...


©Graça Costa






APENAS


Abraça-me como se tudo estivesse no principio
e os teus dedos tocassem a minha pele pela primeira vez.

Apura os sentidos e decora-me o cheiro e o sabor.

Lavra-me o corpo de terra orvalhada
e planta-me a chuva no rosto
e as sementes da paixão na pele.

Depois espera...
contempla como o teu olhar se insinua,
perante o banquete de aromas, texturas e sabores
que o meu corpo te oferece.

Sacia-te neste campo de frutos silvestres
neste mar de coral
nesta fonte de água fresca.

Ou então...
abraça-me apenas.


©Graça Costa


ACROSS THE MIST


From across the mist 
 I drink your profile,
serene and mild as autumn breeze,
warm and soft as sleepy sun
careless,
mischievous,
escaping on the horizon.
From across the mist 
I drink your profile
and in my drunkness of you
I dream...


©Graça Costa


AND SUDDENLY...


GRITO SURDO


Abraço o silêncio
na esperança de soltar o grito aprisionado no peito.
No rosto,
o martelar lancinante do vento suão,
carregado de memórias,
dores, saudades, glórias.

Abraço o silêncio
na esperança de soltar o grito aprisionado no peito;
na esperança de lavar a alma com a chuva trazida
por aquele vento profético.

Mas não...
a prece não tem resposta...

O silêncio ensurdece,
mas o grito...
ah, o grito teima em ficar
gravado no peito como tatuagem.

Ouço o crepitar do lume...
lembra os lamentos da alma ferida
naquele dia em que o grito emudeceu...


©Graça Costa



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

DOEM-ME AS PALAVRAS


Doem-me as palavras como feridas abertas.
Gritam.
Gemem.
Sussurram.

Queimam-me o peito e afogam-me o olhar.

Sinto a alma jorrando lava,
escorrendo lenta e penosamente pelo peito
onde momentos antes os teus lábios descansavam
e o teu corpo se derretia no meu.

Doem-me as palavras,
por isso as partilho na voragem dos dias inquietos
na esperança que alguém as faça suas.

Olha…
Vê como os olhos soletram a dor do sentir.
Vê como te chamam,
a ti,
balsâmico amante
de corpos e letras.

Vem,
lambe-me as feridas
para que as palavras renasçam
entre as flores e o arvoredo da paixão.



©Graça Costa





quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

IF


If you say you love
please care.
If you say you care
please hug.
If you hug
do it like you really mean it.

Strong...
until you feel the heartbeat
until you breathe the same air
and your eyes melt with mine.

If you say you love me
please stay.

No...
don't need words...

just you and I
dressed with sunshine and moonlight
inventing a blessed world of surrender. 


©Graça Costa



ABRAÇA-ME APENAS...


A brisa beija-me o corpo
com a suavidade de solista
em orquestra de anjos.

Da melodia,
soltam-se os sons dos sonhos
em manhãs douradas.

E quando o sol desposta bebendo o orvalho,
sinto na vibração da pele,
o arrepio de acordar
envolta no teu abraço.

Lá fora,
o sol de inverno,
frio e cortante,
contrasta com o calor
de um inverno inventado
à medida deste sonho
criado a quatro mãos.

Por momentos,
retenho e perfeição da eternidade
e quero ficar,
só ficar…
Não…
não digas nada…
Abraça-me apenas…          
 

©Graça Costa



OS DIAS DOS DIAS



Nos dias em que acordo água.
o rio que corre no leito da minha voz,
cai no meu peito em jeito de desmaio
e não é mais que um gemido,
implorando pelas tuas mãos
tremulas e frias de solidão.

Nos dias em que acordo fogo,
a chama que me invade os sentidos
reclama os dedos da paixão,
a loucura da eternidade nos teus braços,
sem principio nem fim
apenas momento.

Nos dias em acordo névoa, fico perdida sem saber como aconteceu.
Magia de te tocar sem ser vista, mas intuída,
roubando carinhos
depositando-te beijos lentos,
baixinho como lamentos.

Nesses dias, olho-me no espelho e sou feliz
Porque mesmo na penumbra da tarde
ainda que névoa,
o teu corpo reconhece-me
 a magia acontece
 e saciamos a fome
ao ritmo do anoitecer que amanhece.


©Graça Costa